sábado, 21 de abril de 2012

Dear friend


Pude vê-lo sentado em um banco de madeira da praça central da cidade.
Sozinho, pensativo e parecendo muito triste...
Eu podia sentir que algo não estava bem, que tinha uma coisa muito errada acontecendo.
Sempre foi um cara alegre, de bem com a vida, cheio de sonhos, e com muito amor no coração.
Porque ele está se comportando desse jeito?
Não é a primeira vez que eu o vi assim.
Tudo começou quando uma mulher partiu seu coração, desde então nunca mais foi o mesmo.
Passava noites inteiras em bares tomando Jack Daniel's, fumando seu Marlboro, acabando-se pouco a pouco.
Será que você não vê o quanto era um cara incrível, pra se perder por ai, destruir-se desse jeito?
Eu só queria poder parar com isso tudo, faze-lo voltar a si, porque você está perdido dentro de si mesmo.
Mas o que eu poderia fazer?
Você não quer nenhuma ajuda, e isso está me matando por dentro.
Eu o vejo tirar alguma coisa do bolso, e meu coração por um momento para.
Ele levanta-se do banco e caminha em direção a mata escura.
Sinto um arrepio percorrer todo meu corpo, eu quero poder gritar, mas não consigo.
Estou paralisada.
Será que não há esperanças pra você? Tudo tem uma saída...
Sou despertada ao som de um tiro.
Sinto um embrulho no meu estomago, já imaginando que tenha acontecido o pior.
Mas não tenho coragem de ir até você, sei o que me espera...
O tempo passa e me sinto sufocada.
Porque você fez isso?
De repente vejo um vulto nas sombras, alguém que sai detrás das árvores.
Ele atira uma arma para longe, me olha nos olhos, seu rosto perturbado.
E então se vai, pelas ruas da cidade, como sempre faz.
E ali eu sei, que você não desistiu de tudo, que este ainda não é o seu fim...


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