Ela não sabe se vai ou se fica, mas continua escrevendo textos sobre você. Sobre aquele seu sorriso largo e divertido, e seus olhos tão cheios de sonhos, olhos que buscam o amor, assim como ela. Ela percebe o peso que há dentro de você, ela te entende como ninguém, pode ter certeza disso. Duas almas machucadas, indecisas, que buscam as mais plenas formas do amor, mas que nunca se fundem, nunca se permitem, nunca se encontram.
Ela continua arrancando suas próprias tripas e vísceras pra tirar tudo o que há sobre você de dentro dela, mas parece nunca ser o suficiente. Talvez ela só seja uma garota indecisa, uma garota que não aguenta carregar tanto amor dentro de si mesma, e que nunca encontra o cara certo pra despejar... e se encontra, ele foge, com medo, assustado, pois nunca havia sido amado daquela forma antes.
Ela vai te olhar com calma, saboreando a distancia todo o teu ser, e depois vai desviar o olhar. Ela vai sorrir e segurar suas mãos na primeira oportunidade, ela quer sentir você. Quem sabe, se ela tiver a chance, ela te chame pra dançar com os pés descalços, em um ritmo de blues sobre a luz da lua cheia que ela tanto ama.
Por mais que ela goste do jogo da conquista, os múltiplos amores a enjoam. O que ela busca é um ninho, um lugar para chamar de seu, um pequeno refúgio dentro de um ser capaz de ama-la tanto quanto ela é capaz de amar. Se for você, ela não precisa de mais nada no mundo, ela para, pois não há nada lá fora que ela queira buscar, ela se completa, ela vive leve.
Não precisa chegar muito perto para ouvir o tic toc constante dentro dela, a bomba sentimental que pode explodir a qualquer momento. Ela coloca uma playlist para tocar e olha para o nada, e por dentro ela chora, mas só por dentro, ela não quer desandar de novo, borrar aquela maquiagem que tanto insiste em usar pra se sentir melhor, de alguma forma. Porque amar os outros dói, é gostoso, é único, mas dói.
Como se preenche o vazio de alguém que nunca se teve? É irônico, não?
Mas ela vai aos poucos substituindo por um pouco de inutilidade aqui e ali, uma parcela de pessoas vazias que não lhe dizem nada, e muito menos despertam o melhor dela.
E você não vai entender nada. Tem coisas que só uma libriana é capaz de entender.