Certa vez me pediram o que é a felicidade.
É complexo, é simples, é ambíguo, é puro, é pessoal. Eu resolvi parar pra pensar.
Felicidade é abraço apertado, é lua cheia na calada da noite, é por do sol, é o movimento dos teus lábios ante aos meus, é a água correndo através das pedras, é os pássaros cantando, é banho de chuva, é beijo acalorado, é carinho, é comida no prato, é café quentinho, é lambida de cachorro, é o ronronar do gato, é arco-íris, é céu estrelado, é filme em baixo das cobertas, é coração batendo forte, é corpo tremulo, é teu sorriso, é amor, é mãos entrelaçadas, é o calor do teu corpo, é o teu cheiro, é a nossa roupa amassada, é sentar na grama, é se sujar de lama, é pés descalços, é caminhada, é conversa, é sonho realizado, é jogo de sinuca, é a tua voz, é teus dedos dedilhando as cordas do violão, é teus olhos castanhos, é o som da tua risada, é teus cabelos, é a troca de olhares, é beijo na testa, é carregar no colo, é correr, é sair sem rumo, é viajar, é conhecer novos lugares, é conhecer novas pessoas, é surpresa, é praia, é o som do mar, é o barulho da chuva, é partida de vídeo game, é música nova, é natureza, é o som do vento, é a sombra da árvore, é amizade, é dança, é festa, é ano novo, é mensagem recebida, é o formato das nuvens, é o azul do céu, é sentimento, é encher os pulmões de ar puro, é meditar, é ler, é escrever, é assistir, é recitar, é flor brotando, é fotografia, é perfume, é a tua cara amassada de manhã, é chá das 5, é chocolate, é casa na mata, é a primavera, é jantar a luz de velas, é batom vermelho, é encontro de almas.
É você. Eu. É o mundo todo.
Se for tudo junto, bem, acho que nem cabe em mim.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
O que você quer ser?
Já ouvi diversas vezes, e de diferentes pessoas, que devemos seguir a nossa mente, e não o nosso coração.
Eu nunca entendi muito bem como isso funciona.
Eu já segui minha mente algumas vezes, é claro, e foram os meus maiores erros.
Costumam dizer que o coração é enganoso, que o coração nos cega. Mas a verdade é que a mente nos mente.
O nosso coração é puro e verdadeiro, ele sempre sabe o que nos faz feliz, o que nos faz vibrar.
Nossa mente é pratica, lógica, procura sempre o que é mais seguro, mais garantido, o famoso bom senso, nossa mente nos enlouquece antes mesmo de tentarmos.. Ela jamais nos permitirá tentar o que realmente ansiamos, ela jamais vai nos permitir ouvir o coração, pois a mente nos provoca o medo, e por consequência, morremos infelizes com os famosos e torturantes "E se...".
Se você é assim, me desculpe, mas prefiro me deixar levar.
O coração nos faz quebrar a cara, sim, eu sei, mas é um quebrar a cara gostoso, porque por mais errado que algo possa dar, nunca vai ser realmente errado, e nos ao menos tentamos. E é bom tentar. A gente aprende tanta coisa, a gente cresce, amadurece, vive, e não apenas sobrevive miseravelmente.
O nosso coração sabe pulsar pro que é certo. Ele está nos dando as respostas o tempo todo. Mas pra conseguirmos ouvi-lo, precisamos silenciar a mente.
Ouvir o nosso coração é a decisão mais racional que existe. Simplesmente salte com ele. E quando seu coração bater desesperadamente, saiba que foi a sua melhor decisão.
E você? O que você quer ser? Mente ou coração?
Eu nunca entendi muito bem como isso funciona.
Eu já segui minha mente algumas vezes, é claro, e foram os meus maiores erros.
Costumam dizer que o coração é enganoso, que o coração nos cega. Mas a verdade é que a mente nos mente.
O nosso coração é puro e verdadeiro, ele sempre sabe o que nos faz feliz, o que nos faz vibrar.
Nossa mente é pratica, lógica, procura sempre o que é mais seguro, mais garantido, o famoso bom senso, nossa mente nos enlouquece antes mesmo de tentarmos.. Ela jamais nos permitirá tentar o que realmente ansiamos, ela jamais vai nos permitir ouvir o coração, pois a mente nos provoca o medo, e por consequência, morremos infelizes com os famosos e torturantes "E se...".
Se você é assim, me desculpe, mas prefiro me deixar levar.
O coração nos faz quebrar a cara, sim, eu sei, mas é um quebrar a cara gostoso, porque por mais errado que algo possa dar, nunca vai ser realmente errado, e nos ao menos tentamos. E é bom tentar. A gente aprende tanta coisa, a gente cresce, amadurece, vive, e não apenas sobrevive miseravelmente.
O nosso coração sabe pulsar pro que é certo. Ele está nos dando as respostas o tempo todo. Mas pra conseguirmos ouvi-lo, precisamos silenciar a mente.
Ouvir o nosso coração é a decisão mais racional que existe. Simplesmente salte com ele. E quando seu coração bater desesperadamente, saiba que foi a sua melhor decisão.
E você? O que você quer ser? Mente ou coração?
Eu faço-me bastar
Aqui estou, acordando mais uma vez sem você ao meu lado.
Tudo parece deserto, sem vida. Seu nome está escrito por todos os lados, e me sinto cercada pela sua ausência. Ouço vozes ecoando pelos cantos desabitados, os sons familiares das nossas risadas que outrora foram acaloradas.
Quando foi que desistimos de nós?
Eu encaro o espelho, eu tiro a roupa.
As lembranças do teu toque estão em cada misero poro do meu corpo.
Eu pego uma cerveja, e eu bebo na esperança de virarmos um só. Ela tem o teu gosto.
Ela me lembra o teu sabor, em uma sexta-feira a noite qualquer, em um jogo de sinuca.
Eu acendo um cigarro, daqueles vagabundos que você fumava quando estava nervoso. Eu acendo na esperança de ser invadida pela lembrança do teu cheiro.
Mas teu cheiro era único, meu amor, um cheiro que cigarro algum era capaz de camuflar.
Eu me viro para o espelho novamente, nua, bêbada, e com um cigarro queimando entre os dedos.
A visão é deprimente, decadente.
Quando foi que eu desisti de mim?
Eu apago o cigarro e o jogo pela janela, eu estou dando adeus.
Eu vou até o banheiro e vomito, não apenas o álcool, mas igualmente você.
Eu tomo um banho, eu me visto, faço a minha maquiagem preferida, aquela carregada de batom vermelho. Eu me encaro no espelho novamente.
Ali, diante de mim, está alguém que vale a pena.
Tudo parece deserto, sem vida. Seu nome está escrito por todos os lados, e me sinto cercada pela sua ausência. Ouço vozes ecoando pelos cantos desabitados, os sons familiares das nossas risadas que outrora foram acaloradas.
Quando foi que desistimos de nós?
Eu encaro o espelho, eu tiro a roupa.
As lembranças do teu toque estão em cada misero poro do meu corpo.
Eu pego uma cerveja, e eu bebo na esperança de virarmos um só. Ela tem o teu gosto.
Ela me lembra o teu sabor, em uma sexta-feira a noite qualquer, em um jogo de sinuca.
Eu acendo um cigarro, daqueles vagabundos que você fumava quando estava nervoso. Eu acendo na esperança de ser invadida pela lembrança do teu cheiro.
Mas teu cheiro era único, meu amor, um cheiro que cigarro algum era capaz de camuflar.
Eu me viro para o espelho novamente, nua, bêbada, e com um cigarro queimando entre os dedos.
A visão é deprimente, decadente.
Quando foi que eu desisti de mim?
Eu apago o cigarro e o jogo pela janela, eu estou dando adeus.
Eu vou até o banheiro e vomito, não apenas o álcool, mas igualmente você.
Eu tomo um banho, eu me visto, faço a minha maquiagem preferida, aquela carregada de batom vermelho. Eu me encaro no espelho novamente.
Ali, diante de mim, está alguém que vale a pena.
sábado, 26 de setembro de 2015
Sobre os inevitáveis.
É difícil manter os pés no chão quando a mente voa. É difícil aceitar a realidade, quando nossos sonhos são simples e puros.
Hoje escrevo desejando com todas as minhas forças que tudo fosse diferente, escrevo na esperança de me manter sobre o controle da vida, da minha vida, de não me afundar naquelas ondas de tristezas que quando se iniciam, parecem nunca ter fim. Eu já estive no famoso e traumático "fundo do poço", e se você, assim como eu, involuntariamente já o visitou algum dia, sabe o quanto devemos correr para o mais longe possível desse fatídico momento.
Eu odeio chorar, alias, quem em sã consciência poderia gostar?
Mas não importa o quando você odeie algo, isso não o impede de acontecer. E você chora, você sente cada maldita lágrima percorrer as curvas do teu rosto.
Você pensa em desistir. Uma, Duas, Três vezes. Você tenta se levantar, mas sempre existe uma força te puxando para junto da correnteza. Você queria poder enfrenta-lá, nadar contra essa força, mas você está se sentindo esgotado, sem forças.
Você não é o único.
Eu não sou a única.
E então eu me concentro naquele lugar que é só meu, meu lugar de paz. Meu cantinho chuvoso, de grama macia, carregado de amores e esperanças.
Aliás, meu amor, se você estiver lendo esse texto, não se preocupe comigo.
Pessoas são momentos. Você sabe disso melhor do que ninguém.
Mas se quiser fazer algo pra me ver melhor, recomendo rodadas de abraços e infinitas doses do teu sorriso largo e divertido. Talvez uma pitada de olhares reconfortantes acompanhados de doces palavras.
Ah... É incrível como a tua existência é capaz de mudar meu dia.
Hoje escrevo desejando com todas as minhas forças que tudo fosse diferente, escrevo na esperança de me manter sobre o controle da vida, da minha vida, de não me afundar naquelas ondas de tristezas que quando se iniciam, parecem nunca ter fim. Eu já estive no famoso e traumático "fundo do poço", e se você, assim como eu, involuntariamente já o visitou algum dia, sabe o quanto devemos correr para o mais longe possível desse fatídico momento.
Eu odeio chorar, alias, quem em sã consciência poderia gostar?
Mas não importa o quando você odeie algo, isso não o impede de acontecer. E você chora, você sente cada maldita lágrima percorrer as curvas do teu rosto.
Você pensa em desistir. Uma, Duas, Três vezes. Você tenta se levantar, mas sempre existe uma força te puxando para junto da correnteza. Você queria poder enfrenta-lá, nadar contra essa força, mas você está se sentindo esgotado, sem forças.
Você não é o único.
Eu não sou a única.
E então eu me concentro naquele lugar que é só meu, meu lugar de paz. Meu cantinho chuvoso, de grama macia, carregado de amores e esperanças.
Aliás, meu amor, se você estiver lendo esse texto, não se preocupe comigo.
Pessoas são momentos. Você sabe disso melhor do que ninguém.
Mas se quiser fazer algo pra me ver melhor, recomendo rodadas de abraços e infinitas doses do teu sorriso largo e divertido. Talvez uma pitada de olhares reconfortantes acompanhados de doces palavras.
Ah... É incrível como a tua existência é capaz de mudar meu dia.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Your skin.
Lá estava eu, sentada no seu sofá de couro marrom e velho, cansada depois de mais um evento entediante.
E é claro, minha mente não afastava o pensamento de que você havia me encarado de um jeito diferente hoje.
Seus passos lentos me despertam dos devaneios, vejo-o vindo em minha direção com dois copos de Whisky, seu pensamento parece estar tão longe quanto o meu.
Você larga o meu copo na mesa e senta-se ao meu lado, relaxado enquanto bebe, e é quase impossível não disseca-lo com os olhos. Me alimento de você a distância, de forma segura, de uma forma saudável para a nossa amizade que tanto prezo em manter.
Você fecha os olhos e massageia a têmpora. Eu ganho mais tempo para observa-lo sem ser descoberta. Você tira uma carteira de cigarros do bolso e me oferece, me encarando daquele jeito diferente, desconhecido por mim até então.
O que seus olhos estão tentando me dizer? O que suas máscaras prezam por esconder de mim?
Eu recuso o cigarro, enquanto pego meu Whisky. Você continua a me encarar, os olhos fixos, enquanto tomo um generoso gole do elixir dos corações amargurados.
- Seus amigos vão demorar a voltar? - Pergunto na esperança de quebrar o momento de desconforto.
- Eles não virão hoje.
Tomo mais um longo gole, e o observo fumar com maestria.
Você larga o copo de Whisky na mesa e pega o meu em seguida, fazendo o mesmo. Você continua a me observar, seus olhos estudam os meus, você traga o cigarro. Não consigo evitar de olhar tua boca. Não consigo evitar o ato espontâneo de morder meus lábios em resposta, imaginando o sabor que tu tens, querendo ser tragada pra dentro de ti, pra dentro do teu ser.
Você me responde da melhor forma, colocando uma das mãos na minha nuca e me puxando para perto daquilo que anseio, teu par de lábios molhados pela mesma urgência que a minha.
Nosso beijo vem feroz, urgente, exalando o desejo reprimido. Eu o agarro em resposta, e não consigo pensar em nada que não seja teu corpo sobre o meu, os nossos movimentos rítmicos.
Você me leva até a parede mais próxima, me prendendo contra o teu corpo. Você me beija com mais urgência, beija cada parte do meu ser, cada parte do meu corpo. Nossas roupas vão se dizimando como em um truque de mágica, dando vazão para o nosso desejo.
Eu me permiti a ti.
Nós nos permitimos.
E é claro, minha mente não afastava o pensamento de que você havia me encarado de um jeito diferente hoje.
Seus passos lentos me despertam dos devaneios, vejo-o vindo em minha direção com dois copos de Whisky, seu pensamento parece estar tão longe quanto o meu.
Você larga o meu copo na mesa e senta-se ao meu lado, relaxado enquanto bebe, e é quase impossível não disseca-lo com os olhos. Me alimento de você a distância, de forma segura, de uma forma saudável para a nossa amizade que tanto prezo em manter.
Você fecha os olhos e massageia a têmpora. Eu ganho mais tempo para observa-lo sem ser descoberta. Você tira uma carteira de cigarros do bolso e me oferece, me encarando daquele jeito diferente, desconhecido por mim até então.
O que seus olhos estão tentando me dizer? O que suas máscaras prezam por esconder de mim?
Eu recuso o cigarro, enquanto pego meu Whisky. Você continua a me encarar, os olhos fixos, enquanto tomo um generoso gole do elixir dos corações amargurados.
- Seus amigos vão demorar a voltar? - Pergunto na esperança de quebrar o momento de desconforto.
- Eles não virão hoje.
Tomo mais um longo gole, e o observo fumar com maestria.
Você larga o copo de Whisky na mesa e pega o meu em seguida, fazendo o mesmo. Você continua a me observar, seus olhos estudam os meus, você traga o cigarro. Não consigo evitar de olhar tua boca. Não consigo evitar o ato espontâneo de morder meus lábios em resposta, imaginando o sabor que tu tens, querendo ser tragada pra dentro de ti, pra dentro do teu ser.
Você me responde da melhor forma, colocando uma das mãos na minha nuca e me puxando para perto daquilo que anseio, teu par de lábios molhados pela mesma urgência que a minha.
Nosso beijo vem feroz, urgente, exalando o desejo reprimido. Eu o agarro em resposta, e não consigo pensar em nada que não seja teu corpo sobre o meu, os nossos movimentos rítmicos.
Você me leva até a parede mais próxima, me prendendo contra o teu corpo. Você me beija com mais urgência, beija cada parte do meu ser, cada parte do meu corpo. Nossas roupas vão se dizimando como em um truque de mágica, dando vazão para o nosso desejo.
Eu me permiti a ti.
Nós nos permitimos.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Sobre pequenos (e gostosos) sentimentos.
Te quero. Ás vezes.
É engraçado pensar nisso, querer você, logo você.
É um querer estranho, gostoso, diferente. Não é como uma necessidade, nem perto disso. Mas é bom querer. É bom estar.
Em que momento isso mudou? O jeito que eu vejo você...
Tenho me feito essa pergunta ultimamente, mas é tudo meio nublado aqui, na minha mente.
Lembro de estarmos em uma festa, em um dia qualquer. Eu dançava como sempre faço, feliz, livre, sem inibições ou vergonha. Do meu jeito torto, errado, engraçado e nada sexy, mas ainda assim meu. Você, como sempre, parado em algum canto, observando enquanto todo mundo se divertia. E então você se permitiu dançar, por um breve momento, e graças a alguns shots de Vodka, é claro.
É engraçado como a vida funciona. Você convive com uma pessoa por tantos anos, e ela nunca lhe desperta nada, não lhe chama a atenção. E então, do nada, você recebe um belo "BUM", e lá está você, olhando pra pessoa e achando aquilo tudo incrível.
É a mesma pessoa, o mesmo corpo, as mesmas manias, mas você vê algo de novo, algo bom. É como se aquela pessoa, por um breve momento, derrubasse todas as barreias, todas as máscaras que ela preza tanto por manter.
Você sorri como a bela idiota encantada de sempre. Vocês dançam juntos. Não é nada romântico, muito menos sincronizado, mas é divertido, é gostoso.
É tudo muito novo, mas ao mesmo tempo tão "velho". E então a gente se encontra de novo, em meio a mais rodadas infinitas de bebidas, e tudo acontece, de um jeito estranho, engraçado, bom.
Gosto quando as coisas são assim, naturais, sem planejar, sem forçar de nem um dos dois lados. Gosto quando as coisas simplesmente acontecem, simplesmente "são".
É tão mágico, esse tal de mundo das relações. É incrível as coisas que despertam em você mesma, o jeito que você passa a levar a vida, os novos coloridos do mundo.
Ainda não sei o que eu sinto, como me sinto, mas sinto, e é bom sentir. Então pra que querer rotular algo que eu posso simplesmente viver?
Porque essa é uma das melhores sensações da vida, querer ver o outro bem, feliz, não importa como, ou com quem. E é assim que eu quero ver você, é assim que eu sempre vou querer ver.
É engraçado pensar nisso, querer você, logo você.
É um querer estranho, gostoso, diferente. Não é como uma necessidade, nem perto disso. Mas é bom querer. É bom estar.
Em que momento isso mudou? O jeito que eu vejo você...
Tenho me feito essa pergunta ultimamente, mas é tudo meio nublado aqui, na minha mente.
Lembro de estarmos em uma festa, em um dia qualquer. Eu dançava como sempre faço, feliz, livre, sem inibições ou vergonha. Do meu jeito torto, errado, engraçado e nada sexy, mas ainda assim meu. Você, como sempre, parado em algum canto, observando enquanto todo mundo se divertia. E então você se permitiu dançar, por um breve momento, e graças a alguns shots de Vodka, é claro.
É engraçado como a vida funciona. Você convive com uma pessoa por tantos anos, e ela nunca lhe desperta nada, não lhe chama a atenção. E então, do nada, você recebe um belo "BUM", e lá está você, olhando pra pessoa e achando aquilo tudo incrível.
É a mesma pessoa, o mesmo corpo, as mesmas manias, mas você vê algo de novo, algo bom. É como se aquela pessoa, por um breve momento, derrubasse todas as barreias, todas as máscaras que ela preza tanto por manter.
Você sorri como a bela idiota encantada de sempre. Vocês dançam juntos. Não é nada romântico, muito menos sincronizado, mas é divertido, é gostoso.
É tudo muito novo, mas ao mesmo tempo tão "velho". E então a gente se encontra de novo, em meio a mais rodadas infinitas de bebidas, e tudo acontece, de um jeito estranho, engraçado, bom.
Gosto quando as coisas são assim, naturais, sem planejar, sem forçar de nem um dos dois lados. Gosto quando as coisas simplesmente acontecem, simplesmente "são".
É tão mágico, esse tal de mundo das relações. É incrível as coisas que despertam em você mesma, o jeito que você passa a levar a vida, os novos coloridos do mundo.
Ainda não sei o que eu sinto, como me sinto, mas sinto, e é bom sentir. Então pra que querer rotular algo que eu posso simplesmente viver?
Porque essa é uma das melhores sensações da vida, querer ver o outro bem, feliz, não importa como, ou com quem. E é assim que eu quero ver você, é assim que eu sempre vou querer ver.
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