Você parou diante de mim e sorriu. E eu, como sempre, não tive o minimo controle sobre as reações do meu corpo ante a tua presença, ante ao teu sorriso glorioso e teus olhos cativantes e dissimulados. Meu coração em brutos solavancos pediam por mais de ti, minhas mãos ligeiramente tremulas pelo simples pensamento do contato com a tua pele, do teu corpo no meu, o calor que paira entre nós, meus pulmões inalando brevemente teu cheiro como se aquilo fosse o mais pleno e perfeito aroma, a imagem dos meus dedos entre teus cabelos rebeldes, despenteando teus cachos de anjo, teus olhos nos meus, meus olhos na tua boca, meu pequeno labirinto rumo a perdição. Como achar a porta que me leva até você, a porta que me leva a conquistar teu coração e desbravar teu corpo? E então você desvia o teu olhar do meu e sorri tímido, um sorriso tímido seguido daquela mordida de lábios que só você sabe dar, os lábios que tanto anseio provar do sabor. Qual será a textura? Qual será a mistura da tua boca com a minha, em meio a doces carinhos e violentas urgências? É impossível não pensar e difícil não desejar. Meu desejo por ti vem aflito, ansioso, abrupto, meu raciocínio se torna louco e insano. Meu amor por ti é assim, puro, desesperado e repleto de gritos sufocados.
Ah... Se tu soubesses como teus olhares são profundos e risonhos, meu amor, você não me torturaria com eles...
Nenhum comentário:
Postar um comentário